19 de mar. de 2013

Somos todos inquilinos de Deus

Quando chegamos nesta vida nada temos,de verdade só temos a vida que acabamos de receber.
Provando que nada trazemos,nascemos até nus.
Ao partir para além vida nada do que ganhamos,adquirimos ,conseguimos levar.O nosso corpo é colocado em um caixão sem nenhumas de nossas posses.
Tanto faz o pobre que vive numa cabana,como o milionário que mora em uma mansão com piscina,na hora da morte todos nada levam.
Na verdade  somos inquilinos de Deus e quando nosso contrato vence ,partimos deixando tudo que usamos em vida.
Será que vale a pena tanto orgulho,brigas por posse materiais?
Na verdade nós só conseguimos levar o que aprendemos e modificou nosso espírito.
Acho ótimo querer viver bem, com conforto,boa alimentação e tendo tudo que gostamos,mas não podemos esquecer que tudo nos é emprestado,portanto somos todos iguais, quem tem e quem não tem.

Sejamos bons inquilinos mantendo em ordem o que nos foi cedido para usarmos!!!!!!

A semente

Diante de certos  acontecimentos pelos quais passei dias atrás lembrei-me de uma história que vovó Bárbara  contava:
Antigamente no tempo dos reis, um monarca,quando seu filho mais velho atingiu a maioridade,querendo dar a ele o mais rico presente foi até a LOJA DE DEUS.
La chegando ficou maravilhado com tanta fartura!Havia enormes frascos de abundancia,lindos vidros de amor,enormes caixas de paz,lindas embalagens de felicidades, imensos sacos de saúde.........
Maravilhado o rei então pediu a Deus muito de tudo que lá havia para ele presentear  seu querido filho..
Rapidamente a atendente lhe entregou uma minúscula caixa.
Muito assustado o rei perguntou como que tanta saúde,paz,abundancia,felicidade,  amor.......,caberia em uma caixa tão pequena?
Imediatamente Deus lhe respondeu:
_Eu só vendo SEMENTES cada um colhe só aquilo que planta.......


Não faça com eu fiz, querendo dar paz, amor ,compreensão a alguém que nada tinha plantado............

17 de mar. de 2013

A morte

Mamãe tinha duas amigas ,e sempre andavam juntas.
Ao mesmo tempo conheceram o amor de suas vidas.Os três casais estavam sempre juntos,passeando,dançando ou só sentados no banco da praça conversando.
Naquela época  os namoros não deviam´ser longos.
Enquanto as famílias preparavam os casamentos as mocinhas sonhavam juntas com o grande dia.
Tinham ,nessa época a mania de ir ver a leitura das cartas do baralho,para saber do futuro.
Em Cerqueira César havia uma senhora que jogava muito bem as cartas,diziam que ela falava tudo que estava para acontecer.
Num sábado lá foram as três pedirem para Dona Maria ,a mulher que sempre acertava, jogar as cartas para elas.
A primeira a entrar foi a colega mais nova, que se casaria dentro de alguns dias.Saiu do quarto falando que a senhora disse que ela deveria fazer um exame médico com urgência.
A segunda saiu eufórica dizendo que tudo daria certo para ela,que seria muito feliz na nova vida.
A última a entrar foi minha mãe que perguntou a senhora porque pediu para a amiga fazer exame e dona Maria ,pedindo segredo disse que sua amiga não chegaria a casar,morreria antes.
Mamãe ficou tão nervosa que nem conseguiu ouvir a leitura de suas cartas.
No outro dia mamãe foi a casa da amiga e a convidou para ir ao médico, mas ela nem deu bola, continuou a sonhar com seu casamento que estava bem próximo.
Mamãe contou a minha avó o que soubera e vovó disse que era para minha mãe se acalmar que nem sempre se acerta as previsões.
Os dias transcorreram rápidos e a cinco dias do casamento ,mamãe foi chamada as pressas,sua amiga estava muito mal.
Um dia antes do casamento sua amiga morreu de uma doença fatal e galopante!

Nunca mais mamãe foi ler as cartas!!!!!!!!!!!!!

16 de mar. de 2013

O retorno

Quanto tempo! Meus dedos estavam sedentos de teclas!O meu computador resolveu tirar ferias sem permissão e eu fiquei na mão,sorte que hoje meu maravilhoso filho Ulisses, aqui esteve e obrigou o safado a trabalhar! Como é bom ter filho culto,né?
Finalmente hoje vou poder postar o que já estava escrito a tempos.Vamos lá......
Quando eu morava no sítio ,meus tios moravam em sítios vizinhos ,bem próximos e eu fui criada ao lado de meus  primos.
Tio João tinha ,na época 2 meninos e uma menina da minha idade.
Certa vez nasceu uma ovelhinha muito bonita e os dois,cada um de uma vez pediram para ficar com ela e os pais disseram sim aos dois,pois moravam juntos e poderiam juntos cria-la.
Cada um deles passou a revindicar a posse da coitadinha.Saiam os dois a uma turra que não acabava mais.
Vovó Bárbara cansada de ouvir essa história nos chamou para conversar.
Sentamos ao seu redor e ela contou uma história:
Nos tempos passados,numa terra distante havia um rei chamado Salomão que era conhecido por sua sabedoria.
Certo dia chegou até ele duas mulheres a posse de uma criança.
Ele então pegou a criança e disse que era fácil resolver,bastava ele dividir a criança ao meio e dar uma metade para cada uma.Pegou um facão e fez menção de dividir a criança.Imediatamente uma mulher gritou
-não faça isso ,a criança é dela.
O rei então disse a ela toma seu filho,só uma mãe preferia ver seu filho com outra do que morto!
Depois vovó disse aos meninos vamos dividir a ovelha e dar um pedaço para cada um?
Eles saíram correndo gritando :

Não vó ela é de nós  dois!!!!!!E nunca mais brigaram por ela!!!!!!!!!!!!

7 de mar. de 2013

minha avó Bárbara

Convivi com vovó Bárbara  desde que nasci até a sua passagem para além vida, quando eu tinha 14 anos!
Ela era uma mulher forte,decidida e enfrentava seus problemas de frente!
Uma mulher muito alem de seu tempo.Mesmo sem saber ler ou escrever e falando o italiano,ela sabia conversar com qualquer pessoa, culta ou inculta.
Sabia de tudo um pouco ,mas sua inteligencia e esperteza passava a imagem de uma mulher culta!
Quando alguem dizia que ele era só uma mulher correndo ela dizia:se Deus fez a mulher de um pedaço do homem,provando que são um só,por outro lado fez com que todo homem nascesse de uma mulher!
Sua inteligencia era tão grande que meu pai a consultava antes de qualquer decisão.
A minha maneira de ver a vida me foi passada por ela,tempos depois passei para meus filhos,e hoje vejo nos meus netos muito do que ela me ensinou.
Ela sabia como  ninguém ser mulher e se impor como ser humano.
Antes mesmos da luta da mulher pela igualdade ela lutava de igual para igual com os homens,não admitia dizerem  que por ser mulher não poderia fazer algo
Sempre afirmou que a mulher não era fraca, só mais amorosa que os homens!


A firmava aos quatros ventos ,para quem quisesse ouvir que para um casal vencer na vida tinha que ouvir a opinião da mulher em qualquer situação.Nascida no seculo 19,agia como uma mulher do século 21!!!!!!!!!!!!



6 de mar. de 2013

A pousada

Vovô Paschoal e vovó Bárbara tiveram ao todo 16 filhos ,mas só viram crescer 8 filhos,uns morreram ao nascer,outros como Felipe já quase adulto,ou morreram logo na primeira infância.
Criaram 4 homens (Alexandre,Antonio,Luiz e Salvador e 4 mulheres(Esperança,Concilia,Joaninha e Regina,minha mãe).
Aos poucos os filhos foram casando e num curto espaço de tempo os dois,já velhos se viram só.
Sem ter condições de trabalhar na roça, decidiram ir para um lugar novo,ao lado da linha do trem.
As pessoas chegavam para despachar porcos ou mercadoria e não tinham onde ficar e nem comer.
Lá foram eles para uma nova empreitada e um novo desafio,
Construíram uma casa rustica onde pudessem servir comida e os boiadeiros pudessem pernoitar.
Vovô ficou muito feliz pois adorava fazer novas amizades e jogar maia e bocha e ali ele podia.
Por um bom tempo eles permaneceram com essa pousada,mas logo foi construída a estação férrea e a pousada foi se esvaziando
 Sem querer eles foram uns dos primeiros habitantes de Cerqueira César.

Foi então que compraram a casa da rua Stélio Machado Loureiro e com a morte de meu avô, vovó foi morara com meus pais.Quando eu nasci ela já morava lá por um bom tempo!!!!!!!!!!.

5 de mar. de 2013

O erro

A família da vovó Bárbara era de posses e seu casamento nunca fora aceito totalmente pela família e quando vovô Paschoal começou a beber muito e envergonhar a família,resolveram comprar para eles uma fazenda  em Santa Catarina ,no Brasil.
Eles saíram da Itália para tomar posse da Fazenda Santa Rosa.
Meu avô era um homem muito simples e por um erro dele,a família foi trazida como imigrante.
Depois ,já no Brasil na Fazenda Santa Rosa em Avaré,tiveram que aceitar a nova condição.
Vovó Bárbara fora muito bem educada ,sabia se comportar muito bem,tinha modos refinados e sabia fazer muitos trabalhos manuais e cozinhava muito bem.
Logo essas qualidades de minha avó chamou a atenção da mulher do dono da fazenda e rapidamente ela se tornou a responsável pelos trabalhos e roupas tecidos em crochê,trico,ou bordados.
Aos poucos as maravilhas que ela fazia foram se espalhando e vinha gente de longe para encomendar peças para ela.
Assim,juntando com o trabalho na roça, rapidamente eles compraram um sítio,onde criaram seus filhos ,e depois mais tarde uma casa em Cerqueira César.
Com a morte de vovô,minha avó foi morar com meus pais.Eu não conheci meu avô Paschoal,mas todos dizem que eu fui a única a herdar a paciência que ele tinha.

Os familiares diziam que meu avô era o pai da paciência e eu a mãe!!!!!