31 de jul. de 2013

Tudo a seu tempo

Estive ausente todos esses dias pois fui chamada para fazer a operação de troca de prótese de quadril.
Para tanto tenho que fazer todos os exames pré operatório,pois é uma operação de alto risco,podendo durar até 4 horas.
Meu primeiro exame foi de avaliação com o ortopedista,e logo no começo o sofrimento começou .
Ao fazer a radiografia precisei ficar de lado sobre a prótese.Já imaginaram a dor que senti?
Depois vieram os exames de sangue e eu não tenho veia para tanto.Ela é fina e se rompe com facilidade.Fiquei toda roxa.
Fui fazer eletrocardiograma,mas não sei porque meu corpo interferiu e ficou todo tremido.
Ao apresentar o exame foi ,como sempre detectado a minha antiga e alta anemia.Eu já nasci com anemia,tenho a anemia própria dos italianos,não sei exatamente o nome,mas sei que a tenho.
Novamente tive que começar uma reposição de ferro,AH que horror!
Esqueci de dizer que meu primeiro exame foi com o infectologista para verificar se minha úlcera não oferecia risco de infecção óssea.
Passei então a verificar meu coração,fiz ecocardiograma e novamente tive que forçar minha prótese que voltou a doer muito.
Para garantir que nada dê errado passei a fazer outros exame específicos do coração.
Eu sempre afirmei que se tudo estava demorando para resolver, era por que Deus estava caprichando Tudo só acontece no tempo certo........................................................................................



12 de jul. de 2013

A vida do Fofão

Fofão cresceu forte e saudável e pela sua docilidade e inteligencia conquistava a todos que que dele se aproximava.
Foi sempre apaixonado por pão,e eu sabendo que fazia mal, negava em lhe dar até que um dia, enquanto tomávamos o café da manhã, ele chegou  até a mesa,ficou em pé ,bateu as patas na mesa e disse PÃO.
Achamos ter ouvido errado e eu disse que ele queria água.
Ele então gritou NÃO,e bem forte PÃO!
Meu cachorro falava duas palavras.Rapidamente todos os vizinhos souberam e passaram a incentivar ele a repetir as palavras.
Por sua inteligencia passou a ganhar pão sempre que pedia.
Nessa época a vizinha da esquerda,após terminar sua casa se muda para nosso bairro.
Ela já sabia das qualidades do Fofão e como os outros passou a lhe dar pão.
Nada e nem ninguém o segurava dentro de casa.Cada vez que ouvia o portão da vizinha se abrindo corria para ficar plantado ao lado do portão.
Sempre que a vizinha voltava,trazia para ele e seus amigos Zeza,e Pelé um belo sanduíche de carne ,por terem ficado cuidando da casa.
Fofão foi sempre um grande amigo,ficando sempre conosco,brincando com as crianças ou ganhando pão da vizinhança.
Após 17 anos , sua vitalidade foi decaindo ,cada dia ele estava mais sonolento e pedindo menos pão.
Aos poucos seus movimentos ficaram reduzidos e ele mais dormia que permanecia acordado.
Nessa época eu fazia feira aos domingos em Hortolândia e com Fofão amanheceu largadão eu disse que não iria fazer a feira pois estava preocupada com ele.


Lá pelas 10 horas qual não foi minha surpresa ao ver o querido Fofão andando pela casa.
Vendo que ele havia melhorado,decidi ir fazer a feira.
Foi só eu sair ele deitou e partiu para além vida!Ele não queria que eu o visse partindo.
Quando voltei minha família e os vizinhos já haviam feito sua sepultura no jardim e aguardavam minha chegada para enterrar seu corpo inerte!
Sua lembrança permanece viva em nossos corações!!!!!!!!!!.


28 de jun. de 2013

A história do Fofão

Logo que me mudei para a Vila Santo Antonio,conheci o alemão,que se tornou meu mecanico preferido.
Ele morava bem próximo de minha casa,na saída para a escola do Countre Club.
Ceto dia cheguei em sua casa,onde também ficava sua oficina, e fui recebida por sua cachorra que tinha dado 11 filhotes.Eram todos puros sheepdog.
Eram filhotes maravilhosos e  eu comecei a brincar com eles,nisso chega o Alemão e d:isse:'quer um eu eu dando"!
Eu achei estranho pois eram cachorros muito caros,mas mesmo assim em tom de brincadeira disse que era muita areia para meu caminhãozinho!
Passamos a falar do meu fusca e tudo foi esquecido!
Meses depois retornei e sua mulher disse que todos os filhotes haviam sido vendidos!
Tempos depois,num dia de muita chuva,aparece um bando de cachorros na minha rua,na maior baderna!
A chuva aumenta muito e os cachorros somem, menos um filhote,que todo encharcado se achegou a meu portão tentando escapar da chuva.
Abri o portão e ele entrou ,Não  dava nem para saber sua cor ou como era seu pelo pois ele era um amontoado  água e barro.
Levei-o para dentro,o sequei e qual não foi minha surpresa ao ver que ele era um dos filhotes do Alemão.
Cuidei dele pois além de tudo estava com um corte na cabeça ,dei-lhe comida e no outro dia fui até a casa do Alemão para contar que um dos seus filhotes estava em minha casa, mas para minha surpresa o único filhote com o qual  ele havia ficado, estava lá.
Tentei de todas as maneiras achar o dono do filhote,pois tinha certeza que um dessa raça jamais seria solto.
O tempo passou, o filhote se transformou em um doce,amavel e muito amoroso cachorro com o corpo coberto por lindos pelos, e nada dos donos aparecerem.
Meus filhos deram a ele o nome de Fofão,pois parecia uma almofada macia e fofa!
Fofão se transformou no Xodó de todos da rua!!!!!!!!!!!!!!

24 de jun. de 2013

Que sufoco

Fui criada sabendo que quando tudo fica difícil,parece que nada vai mudar,é o fim daquela situação!
Foi assim que mamãe enfrentou um câncer que a corroeu por dentro.
Dizia ela que não melhorava,por que o fim não tinha chegado e foi ,como viveu,de nariz em pé que ela partiu.Sua partida foi a sua cura!
Eu estou desde 2008 sofrendo horrores.Um dia melhor e outros sem condições de andar!
Em nenhum momento estive tão mal com nos últimos dias!
Como tudo piorou,tenho certeza que o final do sofrimento está no fim!
Estou sem condições, até mesmo de postar,pois a dor é muito grande!
Logo ao levantar,consigo fazer alguns serviços e cuidar dos meus amores de quatro patas!
Cada serviço feito obrigatoriamente tenho que parar,levantar a perna,descansar, para poder partir para outro!
Assim vou levando a vida,mas tenho certeza que logo,logo estarei pronta para outra.
Nos meus ouvidos ecoa a voz de minha mãe:
"Não melhorou?É por que você ainda não chegou no fim!Quando tudo piora é por que o fim está próximo!!!!!!

19 de jun. de 2013

Mais um mico que paguei

Desde que mudei para Valinhos, o meu trabalho de proteção aos cães foi muito maior.
Aqui só tinha a Ernestina e a Susy  que recolhiam ANIMAIS DA RUA.
Rapidamente me tornei "A professora dos cachorros".Sempre que aparecia um cão abandonado ou em perigo corriam me avisar.
Lá ia eu com meu fusca azul socorrer o animal.Quase sempre eu o trazia para minha casa.
Certo dia, fui avisada que uma cachorra havia dado cria num barranco a beira do rio.Saio de casa para de eles verificar e, no caminho encontro a Nice, figura muito conhecida em Valinhos,que também me parou para falar desses filhotes
Como ela sabia onde eles estavam, pedia a ela que me acompanhasse.
Lá chegando vi que estava em um lugar muito perigoso,desci o barranco e fui ver .
Quando a cachorra viu eu me aproximando,pegou um filhote na boca e entrou no rio.
Os filhotinhos eram recém nascidos,e eu temendo pelo filhote,até me esqueci do medo que tenho de água,entrei no rio atrás dela.
De cima do barranco a Nice e  outras pessoas que haviam aparecido se puseram a rir.
Estava chovendo ,e a cachorra quanto mais eu entrava na água,mais para o fundo ela ia.
Foi só porque o cachorrinho  que havia ficado no barranco começou a chorar


,que consegui chegar até a cachorra,e traze-la sã e salva com seu filhote.
No ninho havia somente mais um cachorrinho vivo. Com a ajuda da Nice pude trazer todos para o carro.
Eu estava molhada dos pés a cabeça,mas consegui ,apesar das gozações salvar mais três vidas.
A mãe ficou comigo até morrer de velha ,um dos cachorrinhos eu doei, mas o branquinho meu filho André Luiz quis para ele.Recebeu o nome de DJOL e deu muitas alegrias a minha família!!!!!!!!!!!!!!!!!!

17 de jun. de 2013

Histórias da vó Bárbara

Entre as várias histórias que vovó Barbara me contou está a de porque Santo Antonio é considerado o Santo Casamenteiro.Antes de mais nada sabemos que ele era um nobre e quando abraçou as causas religiosas,passou a usar seu capital para doar a jovens casadoiras que não tinham dote!
Se a historia é verdadeira,isso eu não sei,mas vou repartir com vocês!
"Há muitos anos atrás uma jovem no interior da Itália viu passar os anos e nada de conseguir um pretendente.
Como a família era devota de Santo Antonio de Pádua,como toda família italiana,ela se pôs a fazer novenas para o Santo pedindo um pretendente.
Fez uma, duas,três ...e nada do pretendente aparecer!
Certo dia já cansada de tanto rezar e continuar só ,se desesperou.Foi até o altar da casa,pegou a imagem do Santo Antonio e a arremessou para fora de casa!
Nisso se ouve um grito de dor,todos da casa saem correndo para ver quem era!
Era um lindo jovem que a imagem do santo tinha atingido sua cabeça,provocando um enorme corte !O sangue escorria pelo rosto do rapaz.
A moça,desesperada leva o rapaz para dentro de sua casa para cuidar dele.Lava seu corte,faz curativo e depois o rapaz grato se põe a conversar com ela.
Para resumir ,tempos depois os dois estavam se casando.Daí vem os maus tratos que se fazem com o santo quando demora para aparecer um pretendente!



12 de jun. de 2013

Uma roceira na cidade

Lembro-me como se fosse hoje,a nossa saída do sítio para vir morar na cidade de Cerqueira César!
Eu não tinha noção de o quanto minha vida mudaria!
Na roça eu me vestia quase sempre com as calças do Tiçãozinho e, logo no primeiro dia vovó me deu uma roupa para vestir,dizendo que na cidade não podia andar em trapos!
Meu cabelo tinha que estar bem penteado,estar sempre de sapatos,enquanto que na roça eu corria descalça  pelos gramados!
As crianças da vizinhança, só falavam o português,que eu entendi,mas não falava!
Nada  sabiam sobre coisas da roça e só riam de  minha maneira de falar!Tinham medo de todos os bichos.
No dia em que peguei um sapo ,eles saíram correndo de medo!
Tudo era diferente, as crianças não eram tão felizes como na roça!
Pareciam engomadinhos,em qualquer brincadeira tomava sempre cuidado para não se sujar!A brincadeira era sem graça e pouca diversão!
Não punham a mão na terra, pois acreditavam transmitir doenças,quando eu brincava com a terra eles ficavam distantes,e me chamavam de caipira!
Como para mim ser caipira era uma maneira de se dizer que eu vinha da roça,e isso para mim era motivo de orgulho,nem ligava para o que eles diziam.
A cidade só começou a ser interessante para mim quando fui para a escola e ,lá conheci outra roceira,que adorava a natureza e os bichos.
Só me interessei pela cidade quando passei a ser amiga da minha irmã de coração, a Maria Clarice Francisco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!