16 de mai. de 2013

A história de Zezinho

Meu amado filho de 4 patas,nasceu em 2/9/2011,juntamente com os outros quatros, que por serem netos da minha amada Mel eu os chamei de Meladinhos.
Esses filhotes vieram para dar um novo sentido a minha vida.Eu estava, então,já questionando se tudo que me fora ensinado era verídico ou baboseira.
Eles me trouxeram a certeza que tudo passa,até mesmo ou momentos tristes.
Zezinho era o miudinho da família,pequenino,branquinho com grandes orelhas champagne.
Sempre foi independente e muito teimoso.
Foi o que mais sofreu com a doença no fígado,ainda em dezembro passado ,seu resultado de exame detectou a doença.Só no exame de fevereiro deu negativo.
Esse filhote tão cheio de energia com um coração transbordando amor hoje não anda só se arrasta.
Como é um cachorrinho limpinho, pede para ergue-lo para as necessidades fisiológica.
Estou a dois dias pajeando-o,super alimentando-o,para que tenha energia para lutar contra essa doença terrível,que quase sempre leva a morte.
O que me anima é que meu velho Cekito, quando chegou em minha casa também estava com essa doença,mas minha teimosia e dedicação o curou,quem sabe a história não se repete.
Sei que enquanto ele tiver algo para me ensinar não partirá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



15 de mai. de 2013

Minha vida e os animais

Quando chegamos neste planeta,somos impuros como o carvão e nesta vida devemos almejar ser puros como o brilhante.
Assim como o carvão tem que ser polido para adquirir o brilho do diamante,são nossos problemas,nossas angustias , nossos enfrentamentos que vai polindo nossa alma!
Eu acredito que meu Pai me ama muito ,pois cada vez que estou a desanimar,ele me manda um enfrentamento que me acorda para a vida.
Recentemente meu coração estava ferido,pelas atitudes de algumas pessoas,minhas mãos feridas por tentar fazer dela meus pés,sustentando todo o peso do corpo em um andador.
Eu estava começando a pensar se valia a pena tanto sacrifício.O desanimo de mim se aproximou.......
Foi então que a grandeza de MEU PAI se apresentou.
Sempre quando estou triste, é na presença de meus cães que procuro o refúgio.
Entrando no canil,domingo,vejo todos de olhinhos brilhantes, rabos abanando,boquinhas entreabertas vindo em minha direção com chuvas de carinho.
 Mas ,eis que ao fundo vem o meu amado Zezinho,cambaleando,sem domínio do corpo, até seu quadril descer e ele começar a se rastejar!
Meus problemas,minhas dores,meu desanimo ali é sepultado e eu só vejo o problema dele!
Corro até ele e seus olhos se fixam em mim como a pedir socorro!
Não sei como , mas sem poder o coloco em um pano,pois não posso carregar nada,e o arrasto até a lavanderia.
Imediatamente chamo o socorro,mas infelizmente estavam sem condução e eu sou aconselhada a dar remédio para dor até que o socorro chegue!
Meu menininho fica internado para fazer exame dois dias e o resultado é inacreditável, sem nunca ter pego um só carrapato, ele está com a doença do mesmo!
Volta para casa trazendo remédio e a esperança da cura!
Quando perguntei ao veterinário se ele era possível de cura,ele me respondeu "com essa mãe bruxa,tudo é possível,você já não o tirou das garras da morte no problema do fígado?
Começa mais uma luta e minhas dores e tristezas já estão em segundo plano,hoje a cura do Zezinho é mais importante.
Juntos vamos lapidar um pouquinho mais nosso diamante,se ele vai sarar,só depende se sua missão na terra já findou ou se ainda juntos teremos outros enfrentamentos!!!!!!!!!!!!!!

13 de mai. de 2013

Duas mulheres--duas mães diferentes

Antes de  mais nada quero dizer que estive ausente por que a minha resistência física foi novamente colocada a prova,mas consegui passar por mais essa!
Conheci e pude acompanhar duas mulheres e  Mães.
Uma ,com mais de 25 anos,filha de trabalhadores braçais,que teve que muito trabalhar,desde pequena para conseguir fazer uma faculdade.
A outra uma adolescente filha de pais cultos que valorizavam muito o estudo.
A primeira teve seu primeiro filho fruto de seu casamento com um jovem mais novo que ela.
A segunda teve uma gravidez não esperada de seu namoradinho.
Enquanto a primeira esperou o filho ao lado da família.a segunda feliz da vida esperou seu rebento ao lado de seu jovem namorado.Era duas crianças esperando uma outra criança!
Foi uma festa a chegada ,por cesária, do filho da primeira,já a segunda teve com grande alegria seu filho de parto normal.
A primeira tinha uma família estruturada pois ela e o marido tinham um bom salário,já a segunda os jovens continuavam estudando e recebiam a ajuda dos pais.
Entre o nascimento desses dois bebes se passaram 6 meses.
Logo a primeira começou a desejar que seu filho não passasse por nada que ela passou.Começou a dar ao filho tudo que havia de melhor, colocando em risco seu próprio casamento,vindo a se divorciar.
A segunda só se casou amparada pela lei que emancipa a menor mãe,pois seu pai não queria o casamento.
Foram os avos e tios que deram tudo para o bebe.
Esse casal logo cedo demonstrou  que dariam ao filho a vida que eles tiveram.
O tempo passou e juntos o segundo casal criou o filho com limites e muitas dificuldades.
Enquanto o primeiro vestia roupas de marcas e frequentava ,desde a tenra idade ,a alta roda,o segundo vestia roupas de pouca qualidade e seu amigos eram seus vizinhos.
O tempo passou e aos 18 anos o primeiro terminou o colégio com muitas dificuldades e não conseguiu passar em nenhuma faculdade,enquanto que o segundo terminou com louvor o colégio e sem preparação específica passou em dua grandes faculdades federais.
Isso prova que temos que criar nossos filhos com limites e só dando a eles o que fazem por merecer!!!!!!!!!


8 de mai. de 2013

O desespero

Foi brincando que o jovem Antonio Salim Curiate conseguiu fazer um exame completo de meus olhos.
Depois do exame feito ele me disse que eu precisaria vir muitas vezes ao seu consultório novo, para cuidar de meus olhos.
Quando papai chegou em casa e contou a todos o que eu tinha,minha avó Bárbara imediatamente disse que se eu tinha uma só possibilidade de contar enxergando,era nela que deveríamos nos apegar.
Nunca fui paparicada,ou tratada de maneira diferente de meus primos.
Eu sempre ouvi vovó dizer que eu tinha que ter fé.
Um dia cansada de ouvir ela falar perguntei o que era a fé.
Ela me disse que fé é o que move o galo a


cantar saudando o sol mesmo antes dele nascer.Ele canta porque sabe ,com certeza que  sol nascerá.
Ter fé é acreditar que algo acontecerá,mesmo sem ter acontecido.
O tempo passou e eu continuei a  fazendo  o controle da pressão da vista ,com meu amigo Antonio Salim Curiate!
Com o passar do tempo e meu crescimento passei a apresentar alguns problemas e todos rapidamente meu amigo resolveu.
Como eu sempre pintei ,e muitas vezes durante a  noite e para mim toda cor escura,durante a noite é preto e não distingo as cores claras,minha mãe colocava um pedaço de tecido da cor da tinta  e ao pegar o pano ,pela textura eu sabia a cor da tinta.
Quando tirei carteira de motorista  decorei o lugar das cores no semáforo,pois em tempo escuro não reconheço as cores,são todas iguais.
Não dirijo a noite ,a menos que vou em lugares muito bem iluminados.Numa estrada eu só enxergo o asfalto as laterais para mim são só uma imensa massa negra!
A prendi a viver com minhas limitações,mas minha fé  me manteve enxergando:pude ver o rostos de meus filhos e até dos meus netos e a carinha de cada animal que salvei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

7 de mai. de 2013

A glaucoma

O ano era 1948,eu estava com quase 4 anos e vinha apresentando um problema de equilíbrio, cai muito.
Meu pai ,a conselho do dr Paulo havia me levado a um oculista,mas eu sentei na cadeira,fechei a boca e não falei nada e nem deixei o médico ver meus olhos.
Nessa mesma semana papai foi fazer entregas em Avaré,na fazenda alem de se plantar,fazia-se vários tipos de queijos e muitos doces,e eu fui junto.
Depois das entregas efetuadas,papai costumava passar o Largo São João para conversar com os amigos e eu brincar. Nesse dia,logo que chegamos um amigo do papai,o Salim Curiate,veio feliz contar que seu filho, já formado oculista ,estava montando um consultório ali por perto e convidou o papai para ir ver.
Pensando em meu problema ,mais que depressa ele aceitou o convite.
Na sala havia vários aparelhos sendo montados e quando nós entramos o Antonio ,que eu conhecia muito bem ,correu nos receber e foi me mostrando tudo .
Eu mexia em tudo,acendia e apagava as luzes e meu amigo ria das minhas traquinagens, foi quando ele me ofereceu um sorvete e fui com uma senhora buscar.
Enquanto eu sai meu pai explicou o que me estava acontecendo e quando eu voltei o Antonio me convidou para ver outro lugar e eu feliz o acompanhei.Era o consultório de um amigo dele e brincando ele me examinou,sem que eu soubesse que era exame,para mim era uma brincadeira.
O Antonio Salim Curiate era um jovem muito bonito,educado que sempre nos visitava no sítio,daí minha intimidade com ele.
O que não foi divertido foi o resultado dos exames eu era portadora de glaucoma congênita,sem possibilidade de cura e com possibilidades de vir a ser cega!!!!!!
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5 de mai. de 2013

Obediencia

Sou de uma época em que os pais para conseguirem a obediência dos filhos recorriam ao medo.
Para que seus filhos fizessem algo que queriam diziam que não fizessem seriam atacados pela mula sem cabeça ,saci- pereré ou lobisomem.
Ao contrário fui criada não temendo nada a não ser minha própria consciência.
Não sei se eu merecia ter a honra de ter sido educada por uma mulher que tinha uma visão imensa  e que acreditava que só o conhecimento educa.
Vovó Bárbara acreditava que o medo faz mal para a alma e afasta as pessoas do conhecimento.
Quem tem medo não experimenta o novo!
Enquanto as crianças da minha época tinham medo de sair de casa sozinho a noite,eu adorava sair para ver as estrelas.Eu sabia que os ruídos que ouvia eram os animais pisando nas plantações.
Minha irmã,por sua vez ,por ter sido criada mais ao lado da outra avó,a Rubina ,era medrosa e acreditava em  assombração,mula sem cabeça e lobisomem.
Quando eu tinha 5 anos e minha irmã 15,numa noite de lua cheia em que o terreiro de café ficava todo iluminado,minha irmã foi até o terreiro,onde eu estava sentada,com minha boneca no colo vendo o céu todo iluminado .
Eu era apaixonada pela lua e as estrelas e ficava horas conversando com elas.
Normalmente eu pedia a elas um pouco de seu brilho e contava para elas tudo que tinha acontecido comigo no dia.
Minha irmã dizia a todos que eu era doida pois onde já se viu falar com a lua e as estrelas.
Naquele dia em que ela foi até o terreiro eu resolvi me vingar,deixei ela ficar acomodada,pegando pedrinhas e quando uma nuvem cobriu a luz da lua e no silencio noturno um bichinho andou provocando um ruído esquisito falei:
Olha ,agora você vai ver como o lobisomem é feio!
A minha irmã apavorada saiu em uma tremenda correria ,vindo a cair e se machucar!
Resultado da minha vingança,fiquei muito tempo sem poder conversar com minhas amigas lua e estrelas!!!!!!!.