30 de ago. de 2012

Tristezas

Antes de ontem enquanto eu preparava a postagem de ontem ,por volta de 23h,a Hanna se aproximou,colocou as patinhas por sobre minha perna e olhou para mim.Era um olhar de pedido de socorro!
Parei de escrever e comecei a fazer massagem em sua barriga,ela se aconchegou,fechou os olhos e deitou.
Pedi a meu marido que a levasse para a cama,sentei ao lado de sua cama e,eis que ela se pôs a vomitar.
Só consegui controlar o vômito por volta das 3 h,quando ela conseguiu dormir,e eu também.
Logo que o dia amanheceu chamei a assistência veterinária.Ela foi levada para a clinica para tomar soro.
Fiquei monitorando por telefone o seu tratamento.
Estava prevista sua volta para hoje,mas na hora da alta ela teve uma outra complicação grave e teve que permanecer internada,trazendo muita tristeza para nossa casa.
A Ernestina procura por ela a todo instante,ontem a noite pediu para sair,correu chamar a Hanna na sua cama,mas quando a viu vazia,ficou chateada,voltou para sua cama e nem saiu.
O Cekito olha a cama vazia e fixa o olhar em mim ,como que a perguntar pela Hanna.
Esta noite será decisiva para ela e nós torcemos que ocorra o melhor para sua sofrida existência.
Uma coisa é certa ela estará sempre viva em nossos corações,e se ela puder voltar nos dará muita alegrias e poderei aprender um pouco mais com essa mestre do amor incondicional!!!!!!!!!1

28 de ago. de 2012

Coisas do passado-cozinha

Hoje ao entrar em uma cozinha,por mais humilde que ela seja,você verá um fogão a gás, uma geladeira,uma pia com gabinete ou não, uma batedeira,um liquidificador e não raramente um microondas.

Antigamente ao entrar em uma cozinha víamos um belo e fumegante fogão de lenha,quase sempre com uma vasilha de água para passar imediatamente um café para o visitante.
Era só alguem chegar, para a dona da casa pegar os grãos de café,usar com orgulho seu moedor,pegar seu coador e rapidamente o cheiro de café perfumava todo o ambiente.
Ela pegava as xícaras na prateleira,os biscoitinhos
na lata e servia.
Naquela época aquecidos pelo braseiro do fogão a lenha, o amor ,a amizade permanecia mais no ar.

Havia ainda uma prateleira rústica toda forrada com bicos de croché,onde se guardava os untesilios da cozinha e onde se podia ver o velho coador de café feito com flanela no  suporte de madeira.

Em algum lugar podia -se ver a máquina de moer carne e o velho torrador de café.
As panelas brilhando ficavam penduradas no seu suporte.Por sobre o fogão de lenha ficava pendurada as linguiças ,os toucinhos e as carnes para defumar.
Exibia-se com orgulho a máquina de moer carne,quase sempre fixada em uma bancada,onde também se via o moedor de café.
Em algum lugar ficava o ferro de passar roupas e se a família fosse abastada deveria ter um batedor de bolo.
Será que as mulheres de hoje conseguiriam viver felizes com tão pouco,como as da época viviam?????????







27 de ago. de 2012

A ajuda

Quando mudamos para a rua Stélio Machado Loureiro, minha família vinha passando por uma fase terrível.
Papai havia vendido duas fazendas e colocado o dinheiro em um banco,mas este faliu e ficamos a "ver navios".
Papai vendeu o bar restaurante e mudamos para a casa da vovó Bárbara.Usando seus conhecimentos de madeira,papai foi trabalhar em uma serraria da família  Gerdulo.
Bem próximo da minha casa havia uma Delegacia de Polícia e eu logo fiz amizade com um dos soldados,o Antonio Fiorini,um rapaz que logo se apaixonou pela comida da minha mãe.
Eu passei a levar marmita para ele todos os dias,mas logo todos estavam comendo a  comida da minha mãe,passaram até a comprar para os presos.
Todos gostavam muito de mim e o Delegado vendo meu amor pelos os estudos,passou a trazer de sua casa enciclopédias,livros e revistas para que eu lesse ou fizesse pesquisas.
Trago registrada na minha mente o rosto bonito,risonho,mas muito enérgico daquele delegado,que muito contribuiu  para aumentar minha cultura,mas o AVC varreu seu nome de minha mente.
Quando o Delegado trouxe sua esposa para me conhecer,mamãe fez questão de preparar um almoço especial para ela,servindo o que ela mais gostava frango assado,recheado de farofa.Foi uma festa para todos que muito nos ajudaram a passar pelas dificuldades.

26 de ago. de 2012

Apolo XI

Meu filho mais velho,o Ulisses,aos 11 meses pesava 22 kg.Nascido grande,com ossos enormes,cresceu e engordou muito,apesar de ter uma ótima alimentação.Nessa época ele teve convução,devido ao peso.
Passou então a ser atendido pelo dr Paulinho Novais,sobrinho do Dr Paulo Novais que fora o médico da família Porto.
O dia 22/07/1969.eu não fui para a escola José Leite Pinheiro onde era substituta efetiva,pois teria que levar meu filho para o médico,onde fazia acompanhamento.
Como o consultório do médico ficava no centro de Avaré,após a consulta e o Ulisses ter brincado bastante com os filhos do médico que tinham  idades próximas dele(hoje fazem parte do Grupo Trovadores Urbanos), decidi verificar preços nas lojas da área central,especificamente na Rua Pernambuco.
Tudo estava diferente nessa rua nesse dia.As lojas haviam colocado televisão para que os fregueses pudessem ver a chegada do homem à lua e no instante em que Neil Armstrong pisou na lua todos paravam para ver.
Muitos avareenses não acreditavam que era um fato real,com convicção afirmavam que era armação.
Eu havia acompanhado toda a história da Apolo XI,na minha TV Artel .
Para mim foi um momento único ver o  homem pela primeira vez pisar em solo lunar.
O homem havia dado um pequeno passo,mas a humanidade tinha dado um passo largo para o futuro!!!!!!!!!!!

24 de ago. de 2012

Recordações da adolescência

Aos  nove anos eu já tinha minha estatura atual e corpo de mulher com curvas definidas.Eu já estava  tecnicamente na adolescência.
Como tinha belas medidas 57cm de cintura,98 cm de quadril e busto,pude logo abusar do godê.
Os vestido tinham a cintura bem definida,as vezes com largos cintos de elásticos preto.
Para armar as amplas saias usava-se uma anágua .Essa anágua era quase sempre feita de tricoline e bem engomada .
Minha mãe ou minha avó engomavam com polvilho.O polvilho era dissolvido na água em que se molhava a anágua e em seguida ,usando o ferro de brasas mamãe passava até secar.Ficava duro como pau.
Quando eu saia devidamente vestida e penteada ficava um luxo só,mas o que tinha de beleza tinha de desconforto.Eu mal conseguia sentar.
Mamãe também contribuiu muito na minha fase hippe,período em que gostava de vestir roupas de saco tingidas,batas, saias,blusas e até bolsas.Mamãe fazia verdadeiras obras de arte que eram copiadas pela maioria das jovens da época.
Mais tarde aderi aos tubinhos.Tive lindos tubinhos, com os quais sempre me diverti muito.
Eu, como costurava as minhas próprias roupas e contando com o bom gosto de meu pai e os conhecimentos de minha mãe sempre andei muito bem arrumada e na "crista da onda"!!!!!!!!!!!!

23 de ago. de 2012

O bolo de antigamente


Hoje,ajudando uma amiga a organizar um aniversário,lembrei-me de como tudo diferente na minha infância.
Para começar o forno era de barro,as assadeiras eram feitas sob encomenda  por um ferreiro.
O primeiro bolo que vi minha mãe fazer era um pão de ló.Era uma grande festa se fazer bolo nessa época.
As mulheres se reuniam em volta de um grande tacho e juntas iam batendo o pão de ló até estar no ponto.
Meu pai cuidava do forno, e quando a massa estava pronta ajudava a por nas assadeiras e levar ao forno.
Em uma só fornada se fazia um bolo grande de casamento.
O recheio era quase sempre o mesmo:doce de ameixa seca no meio e envolta doce de abacaxi.
Minha mãe fazia lindos bolos de dois ou três andares,cobertos com um suspiro especial que hoje chamamos de marchimello.
Na época era moda servir bolo cortado em quadrados e passados na groselha e no coco ralado,era o máximo!
Minha mãe tirava da revista "O Cruzeiro" os modelos de bolo!
Certa feita minha irmã leu sobre um tal bolo de guaraná que estava em moda e,mais que depressa minha mãe começou a faze-lo.
Batido por várias mãos o bolo levava guarana na massa ao invés de leite ou água.Era umedecido com leite de coco e guaraná,coberto com suspiro e coco ralado!Era o máximo em novidade!
Hoje cada vez que faço um bolo,batido por uma batedeira elétrica planetária,asso em assadeiras de silicone que não precisa untar,num forno a gás com regulagem de temperatura, fico a imaginar o que mamãe faria com tanta modernidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

22 de ago. de 2012

Sem freios é terrível

Após a minha aposentadoria passei a me dedicar ao artesanato.junto com outros artesãos de Valinhos  fazíamos feira por todos os lugares.
Fomos convidados a fazer feira na cidade de Cabreúva.
Cabreúva ,uma cidade linda com seu relevo de serra,cercada pelo verde  ,logo me conquistou,.
Fazíamos feira uma vez por mês na pracinha do coreto.os que levaria
A feira começava após as 13 horas,mas precisava sair de casa bem mais cedo .pois tinha que montar a barraca antes do começo da feira.
Dia de feira era sempre o mesmo ritual:colocar no carro a barraca e todos os produtos que venderia.
Certo dia uma amiga ,que fazia feira conosco teve um problema em seu carro e precisou que eu colocasse no meu carro sua barraca pois não coube no carro que a  levaria.
Meu passat saiu lotado de casa.Eu ia pela Anhanguera até o trevo de Jundiaí,quando então pegava outra estrada.
Quando peguei na descida da serra e tentei frear ,nada consegui,meu carro estava sem freios.
Como aprendi muito bem a dominar as marchas(que hoje nem mais é preciso)consegui chegar até a feira sem problemas.
Nada contei as amigas,só procurei voltar mais cedo,alegando cansaço.
Toda a viagem de volta foi um terror.eu não podia  desenvolver velocidade pois segurar o carro em alta velocidade, nas marchas,em uma serra seria quase impossível
Eu só me acalmei quando cheguei em casa!!!!!!!!!!!