20 de jul. de 2012

O tal cobertor de lã

Lembro-me do susto que tomei quando aquela senhora ,de mais de 75 anos desceu do ônibus,já em Campinas,pegou suas malas de compras e pediu para que eu pegasse ,para ela uma caixa que faltava.
Era uma caixa grande,pesada.Eu tive até dificuldades em levantá-la.
Coloquei junto com suas malas,mas ela foi logo dizendo"Não é minha,é seu presente pela viagem passada,quando você nos orientou,é muito menor que o nosso agradecimento!
Era uma caixa tão grande que eu nem pude abrir ali.
Chegando em casa ,meus filhos ,curiosos ,foram ver os mimos que eu trouxera.Havia ganho dos passageiros walk men, meias de seda,pinturas para o rosto,desodorantes,radio- relógio,radinhos,etc...
Naquela caixa imensa estava um imenso cobertor.Ele era verde debruado na mesma cor.Era bem grosso e pesado.Era imenso ,na cama chegava até ao chão!Tinha mais de 3 cm de espessura.Era algo majestoso!
De tão grande eu nunca o usei,até que tive em 2001 uma trombose na perna esquerda que me deu muita febre.
O problema é na hora de lavá-lo,pois é muito maior que um tapete.
Hoje nestas noites frias,quando ele me aquece eu lembro a carinha risonha daquelas senhoras ,que me trataram com muito amor,mesmo sabendo que eu estava sendo paga pelos serviços prestados.Bárbara dizia:
Faça o bem sem esperar recompensa,pois ela virá de qualquer maneira!!!!!!!!!!!!!!!!

19 de jul. de 2012

O cobertor de lã

No final da década de 70 e na de 80 o legal era ir fazer compras no Paraguai e Argentina. Eu fui numa dessas viagens ,chamada de FOGUETÃO,pois saia na sexta feira a noite e voltava no domingo a tarde.
Vi que a monitora que nos acompanhou nada fazia,só administrava  a viagem em si, não dando orientação nenhuma lá.
Fiquei com pena de algumas senhoras de idade que estavam indo pela primeira vez e ficaram perdidas lá,sem saber como e onde comprar.Fiquei com elas orientando em tudo e até  apresentando alguns de meus velhos conhecidos que possuíam lojas em Cidade do leste.
Elas fizeram ótimas compras!
Depois de meses passados dessa excursão,recebi um telefonema da empresa Capriolli,me convidando para levar pessoas de idade  para fazer compras no Paraguai e Argentina,alegando que um grupo havia procurado a empresa para a excursão,mas queriam que eu as acompanhasse.
Na primeira viagem além da percentagem da empresa, recebi uma polpuda caixinha dos passageiros,além de muitos presentes.
Daquela senhora, que eu havia ajudado na outra viagem,ganhei um belo e imenso cobertor de lã argentino.
Viajei bastante com esse grupo,até que passou a não ser interessante esse tipo de compras,mas nunca esqueci o rosto alegre daquela que me dera o cobertor e uma maneira de ganhar mais um pouco mais de dinheiro honesto!!!!!!!!

15 de jul. de 2012

O acolchoado de penas

Hoje recebia a propaganda de um edredom de penas de  gansos  e essa propaganda me transportou  para o passado,na época  em que morava no sítio, Os pais do meu pai moravam ao lado da nossa casa.As casas de meus tios,a nossa e de meus avós paterno ficavam na faixa de  congruência entre todos os sítio.
Cresci vendo minha avó Rubina fazendo acolchoados,para a família e para vender.Mamãe que costurava muito bem fazia as capas.
Ela fazia de roupas velhas ou o mais famoso o de penas.Todos os frangos que eram mortos ,ela lavava as penas ,não as da asa e rabo,secava bem e ia guardando.
Quando tinha bastante penas ela começava a fazer.Para seus netos e netas era uma grande festa,pois éramos nós que espalhávamos as penas no pano que ela esticava no piso.
Esse pano, que era do tamanho do acolchoada,era feito da emenda de sacos de açúcar alvejado.
Depois que as penas estavam espalhadas igualmente pelo pano,nós passávamos para espalhar em outro pano e vovô Rubina,ficava costurando as penas ,á mão no pano.
Quando ela tinha bastante panos com penas,mamãe trazia as capas que ela costurara a máquina e o pano era encapado e virava um bonito acolchoado de penas.O metalasse era feito a mão com ponto corrente.
Mamãe era muito criativa  e fazia lindas capas ,muitas vezes usando retalhos..
Vovó Rubina ficou famosa fazendo esses acolchoados,todas as famílias de Avaré queriam ter esses acolchoados que eram leves,aqueciam bastante além de serem lindíssimos!!!!!!!

13 de jul. de 2012

Meu companheiro em todas as horas

Quando mudamos para a cidade por um bom tempo o Sapeca foi meu único companheiro.
Eu era um menina muito tímida,tinha até receio de sair na porta do bar de meu pai.Acredito que não foi bom para alguém tão selvagem como eu, ser jogada em uma cidade estranha.
Eu estava acostumada com a natureza,os bichos,a correr pelos campos só de calcinha ,na cidade era tudo diferente.Não havia bichos para brincar,não havia campo para correr Foi então que minha relação com  Sapeca tornou-se muito maior ainda,pois ele foi meu único companheiro por um bom tempo.
Sapeca e eu fazíamos compras para minha mãe,corríamos pelas calçadas,acompanhávamos  vovó até a chácara para cuidar da horta.

Esse era o melhor  horário do dia pois podíamos subir nas árvores,correr pela horta.
Infelizmente as aulas começaram e nós tínhamos que nos separar por 4 horas.Vovó me levava até o portão da escola e Sapeca ia conosco.Ele voltava para casa,mas ficava me esperando na porta do bar,e quando vovó saia para me pegar, ele corria junto.
Ficava quietinho ao lado de vovó aguardando minha fila sair,mas quando me via saia correndo, como um rojão, ao meu encontro.Era uma festa só.Logo as meninas começaram a se aproximar de mim só para brincar com Sapeca.Ele foi também um amigão da minha primeira amiga na cidade,a Maria Clarice.
Mesmo depois que fiz algumas amizades ele continuou a ser meu grande e fiel amigo,até que a sua morte nos separou,mas ele ainda vive em minhas lembranças e tem um lugar cativo no meu coração!!!!!!!!!!

12 de jul. de 2012

O cãozinho Sapeca

Depois de ver meu presente voltei para casa eufórica pois eu já tinha um cachorrinho!
Corri para os braços de minha avó Bárbara e empolgada nem conseguia contar direito o que tinha acontecido.Ela me acalmou e ao dizer que eu tinha escolhido um cachorrinho para mim ,lembro muito bem o que sua sabedoria afirmou: Nós não escolhemos nossos cachorros,eles é que nos escolhe.Temos o cachorro que precisamos e não o que queremos.Logo você notará que esse cãozinho mudará sua maneira de ser para melhor.
Não consegui entenderas  direito o que ela havia dito,mas por temer pela vida do Sapeca passei a andar com mais cuidado  ,pois ele sempre me acompanhou por muitos anos,até morrer de velho,quando já morávamos em Cerqueira César.
Eu ia todos os dias ver meu cãozinho,vi ele abrir os olhos,começar a andar e num determinado dia Natália falou que eu poderia levá-lo para casa,poi já começara a comer.
Peguei o animalzinho com muito cuidado,como se fosse uma jóia preciosa embrulhei num pano que a Natália me deu e fui feliz ,realizada
para casa.
Sua chegada foi uma festa!Todos de casa queriam carregar um pouquinho aquela bolinha de pelo.
Vovó logo foi explicando minhas responsabilidades para com o cãozinho,que passava a ser meu e cabia a mim cuidar dele,alimentando,limpando suas sujeiras e principalmente orientando-o
Como ele era um sapequinha,não parava nunca, foi dado a ele o nome de Sapeca!
Sapeca,assim como eu, cresceu rapidamente,correndo comigo,me acompanhando em todas as travessuras!

11 de jul. de 2012

Meu primeiro cão

Onde eu nasci havia muitos animais ,inclusive cães,de meus tios primos e também de minha família.Desde muito pequena fui muito ligada a eles.
Lembro-me até hoje de vários deles,mas sempre que eu estava brincando com um deles seu dono aparecia para atrapalhar minha brincadeira.
O Tiçãozinho,filho da Natália e meu eterno companheiro ,certo dia me convidou para ir à casa dele ,pois tinha um presente para mim.
Partimos em disparada,com o coração na boca.
Lá chegando vi a mais bela imagem !A cachorra dele havia dado cria a 8 filhotes.Ela estava em uma cesta acarinhando seus filhinhos com a língua. para mim essa foi a coisa mais linda que havia visto.
Natália, então disse que eu podia escolher um para mim.Peguei um,outro e diante da dificuldade na eu disse: LEVO TODOS!
Natália teve um trabalhão para me explicar que primeiro eu não poderia levar já,pois eles precisavam da mamãe deles e que só um não tinha dono,os outros seriam para outras crianças.mas que eu poderia escolher antes delas.
Os cachorrinhos pequeninos,de olhinho fechados foram passando pelas minhas mãos,até que me decidi por um.
Ele era o mais pequeno de todos,chorava forte e lambia gostoso.Foi colocado uma fita no pescocinho dele com meu nome para que todos soubessem que aquele filhote era meu!
Agora era só esperar desmamar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

10 de jul. de 2012

Cão pitibul

Desde meus 8 anos recolho cães das ruas.Por mim já passaram cães de todas as raças.
Nunca eu ou alguém da minha família foi mordida por um dos meus cães.
Os cães me ensinaram que eles são aquilo que eu fizer deles.Se eu os tornar agressivos iram me mediram na mesma moeda!Cão violento=dono violento.
Quando nós mostramos respeito e amor pelos cães eles respondem da mesma maneira para nós.
Dizem que o pitibul é agressivo e capaz de matar seu dono,mas qualquer animal treinado para matar pode matar seu dono,até um pincher!
Ouvi ontem uma notícia que me desconcertou.Nossos deputados pretendem fazer uma lei proibindo cães das raças Pitibul  e Roitewalle.
O interessante é que nossa sociedade esta assolada pela violência,roubos,agressões,pedófilos e políticos corruptos e eles nada fazem para nos defenderem.SERÁ  QUE  É PORQUE   CACHORRO NÃO VOTA????
Eu sou a maior prova que o homem fere mais que os cachorros,se hoje, depois de ter cuidado de tantos cães , não ando não é devido a um cão ,sim pela agressão de um outro ser humano!!!!!!!!!!!!!!!!!!