12 de jun. de 2012

Fatalidade e livre arbítrio

Desde que me conheço por gente ouço da minha mãe e da vovó Bárbara oque hoje quero dividir com vocês!
Diziam elas que antes de voltarmos a terra,nossa alma,roga a concessão da luta para o trabalho de nosso próprio reajustamento.
Imploramos pela reaproximação de antigos desafetos
Pedimos  em prece o retorno ao círculo de obstáculos que nos levaram à  derrota em vidas mal vividas.
Suplicamos a presença de pessoas com as quais cultivamos o ódio,para tentar acultura santificante do amor eterno.
Imploramos de novo o cálice das provas em que fracassamos esperando exercitar a fé, resignação,,a paciencia e o valor.
Tendo amigos como nosso avalista de nossas promessas,conseguimos a benção da volta.
Nós somos herdeiros do nosso passado e é com base nisso que programamos  os nossos próprios destinos!
O egoismo e a vaidade  podem nos tirar do que programamos para nossas vidas e, passamos a ver  o sofrimento e o trabalho como  castigos a nós impostos, sendo que só eles podem nos ajudar a evoluir!
Portanto a fatalidade e o livre arbítrio andam juntos na nossa vida na terra!
Essa foi a maneira que elas encontraram de me ensinar que eu nasci para amar ,e que todos deveriam ser amados e respeitados,até os inimigos!!!!!!!

10 de jun. de 2012

O fim das escolas rurais e o êxodo rural

Aos poucos os donos de fazenda,com a grande industrialização,vendo a desvalorização de suas produções,o surgimento das Agro industrias,abandonaram suas fazendas, vendendo ou arrendando para as industrias .
No geral mudaram para a cidade a qual pertencia sua fazenda.Seus empregados sem escola para seus filhos não tiveram outra saída do que mudarem para a cidade,vivendo no ,geral de bicos pois só sabiam trabalhar na terra.
Onde antes havia fazenda produtiva,hoje encontramos fábricas que transformam os produtos plantados.
Um bom exemplo é o local onde a Família Pavan de Cerqueira César  cultivava a terra plantando inclusive cana de açúcar , com a qual faziam a aguardente "Garota",hoje há uma usina de açúcar que produz álcool combustível e açúcar.
As cidades foram inchando,sem condições de atender a todos.
A vontade de estar em uma industria,registrado,podendo trabalhar menos trouxe para todos os agricultores   o desejo de morar na cidade,mesmo que em condições de estrema pobreza.
Com a a morte das escolas rurais,sepultou-se a vontade do brasileiro permanecer na terra.
Mesmo o grupo dos 'sem terra' não tem interesse em trabalhar na terra ,visto que no acampamento de Iaras ,pude observar que a maioria dos componentes estavam só pensando no dinheiro  da venda dos lotes.Posso afirmar isso pois fui convidada para construir uma barraca para marcar espaço e ter direito a um pedaço de terra,que logo que se conseguisse eles mesmos arrumavam compradores.Não precisava morar lá pois tinham um grupo que faziam isso,por dinheiro.
Infelizmente os descendentes dos imigrantes que aqui chegaram por amar a terra,hoje  estão mais preocupados em ser urbanos,esquecendo suas origens.
Em Portugal hoje, está se dando o êxodo urbano,os  jovens ao se formarem voltam para a terra,cultivando a terra que receberam por herança,usando os novos conhecimentos.
Será que um dia isso acontecerá no nosso Brasil?????????????

8 de jun. de 2012

Professor rural

Por muito tempo o professor das escolas rurais era o elo de união entre as comodidades da zona urbana e as grandezas da zona rural.Cabia ao professor trazer para a zona rural as novidades,o progresso que chegava rápido nas cidades .Qualquer problema que surgisse,o professor era chamado para opinar,ou seja a figura do professor era muito valorizada.
Quando Jânio Quadros era governador do Estado de São Paulo costumava dar" fraga "nos funcionários públicos. Certa feita decidiu verificar como funcionava uma escola rural.Escolheu como vítima a cidade de Avaré,que possuía várias escolas rurais.No cantinho mais escondido do Município,ficava a escola onde a professora Brasília,minha amiga,tentava fazer um bom trabalho.Filha de imigrantes italianos,de poucas posse,havia estudado com dificuldades ,fazia de sua escola uma extensão da comunidade.
Como seus pais eram agricultores,ela sabia com ninguém valorizar o cultivo da terra.
Havia montado na escola ,com a ajuda e orientação de um pai ,uma horta.Todos os dias após o recreio iam para a horta pelo menos por volta de meia hora.
Estavam todos,inclusive o pai orientador,cuidando das plantinhas,quando carros pararam na frente da  escola e de um dos carros desce Jânio Quadros, o governador do Estado.
Brasília tremeu mais que vara verde.Se dirigiram para a horta, e vendo animação dos alunos,entrou na dança plantando alguns pés de alface,e depois com a entrada dos alunos na sala,verificou cadernos,documentos da escola,fez perguntas para os alunos.
Ao se retirar pediu o livro de registro da escola.Sentou em uma cadeira humilde e se pôs a escrever.
Fechando o livro saiu como havia chegado!
Terminada a aula, Brasília, pegou a folha para copiar o que o governador havia deixado registrado,a fim dia enviar para a Delegacia de ensino,como era praxe!Ao ler ,antes de copiar,ela tomou um susto,pois ele havia escrito:Professor Rural deveria ser uma profissão diferenciada e receber salários maiores pois num país rural ele é a base do progresso da nação!
Em seguida fazia elogios a tudo que vira!
Eu que amo a terra tive a honra ,ao ler o que o governador escreveu,de ter nascido no Estado de São Paulo e de ter tido como governador um homem de visão! O Brasil só era um grande país quando seus filhos reconhecerem que nosso futuro está na nossa imensidão de terra!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

7 de jun. de 2012

A escola rural

Eu sou professora  do tempo em que cada fazenda tinha uma escola para suas crianças.
A professora tinha uma casa ao lado da escola e recebia todo o apoio do dono da fazenda.Em uma sala ela tinha as 4 séries do primário(esse era o nome na época)
No geral havia duas lousas na sala de aula e a professora dividia cada uma em 2 partes,uma para cada série.
As vezes se tinha 2 alunos em uma série,mas a professora tinha sempre a mesma animação e vontade de ensinar.
No geral vários fazendeiros se reuniam para manter a escola que passava a atender a várias fazendas,somente a professora era paga pelo estado,ao fazendeiro cabia a responsabilidade de fornecer uma casa perto da escola, ou se ficasse próximo a um povoado condições de moradia e transporte para a professora.
Muitas cidades nasceram devido a escola rural,a mais importante de todas foi a cidade de São Paulo ,que surgiu ao redor do Colégio Jesuíta.
A professora era considerada uma grande autoridade na comunidade rural,ela era conselheira,amiga,enfermeira fazendo os primeiros socorros,transmissora de orientações de saúde,de moral e civismo.
A escola rural era palco de civismo nas comemorações  das datas cívicas e no o Hasteamento semanal das bandeiras  do Estado e do país.
No dia marcado para o hasteamento ,o proprietário ou um representante seu se fazia presente.
Naquela época se tinha orgulho em ser brasileiro e no momento em que a bandeira do Brasil subia no mastro ao som do Hino Nacional,os olhinhos das crianças se enchiam de lágrimas e seu peito se enchia de orgulho  e amor pela terra.
Apesar de ter um cunho rural,deveria cumprir um conteúdo que era igual a todas as escolas.A avaliação final não era feita pela professora,mas sim por uma banca examinadora enviada pela Delegacia de Ensino!
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6 de jun. de 2012

Os animais, diferentes, do Andre Luiz

Enquanto o Ulisses se apegava aos gatos e cachorros que eu resgatava das ruas o André Luiz ,,meu filho mais novo, criava sapos,ratos de laboratório (Cobaias).
Meus filhos foram criados em contacto com a natureza e tudo que há nela,inclusive os animais,rochas ,etc.
Para nós tirar um sapo que estava incomodando e devolve-lo para o seu habitat era rotina.Certa vez apareceu em casa um sapo grande,bonito e o André Luiz gostou tanto dele que quis conservá-lo em casa.
Nessa época ele já tinha também porquinhos da índia e ramster que viviam dentro de casa na gaiolinha deles. Era coisa mais linda os bichinhos brincando todo o tempo de girar na rodinhas deles.
Ele cuidava com muito carinho de todos seus bichos,dando toda a assistência necessária.O sapo vivia debaixo da mangueira,em um local que André Luiz  tinha feito especialmente para ele.Os porquinhos da índia viviam na frente da casa onde não havia cães .
Havia ainda os gatos,que eles gostavam muito.
A sua última grande paixão foram os coelhos.Ele ganhou um da raça califórnia e assim começou sua criação.Não criava para comer e assim em pouco tempo ,havia tanto coelho em casa que precisamos levar para um amigo, em uma chácara!!!!!!!!!

4 de jun. de 2012

A saga dos Meladinhos

No último dia 2 os meus Meladinhos completaram 8 meses de vida!Hoje não podemos chamá-los de Meladinhos,pois estão o dobro do tamanho dos pais.
O tamanho dos meus bebes assusta quem os viu pequeninos.Estão fazendo a última troca de dente e de pelo.
Meus amores estão entrando na adolescencia canina.O Zézinho  está até tentando levantar a perninha para fazer xixi.
O Paulinho acha que é o líder do grupo,tem brigado com todos.
O Chiquinho esta com os pelos da orelha todo frisado.Ele é o único que tem os traços da vovó Mel, apesar de  não ter a cor; é o único que tem a cor da mãe.
O Zézinho está muito bonito e todo musculoso.
O Manelzinho tem o corpo todo cheio de músculos.Ele é o único que ainda traz sinais da doença que eles tiveram.
A alguns dias atrás eu lavei muita roupa,os varas ficaram todos cheio.Sabem o que o Paulinho e o Zezinho fizeram?Tiraram toda a roupa do varal, a medida em que iam secando e levaram todas para a casa deles.Hoje se queremos secar roupa precisamos colocar em lugar bem alto e que não de espaço para o Paulinho vir correndo e pular.
A pesar da bagunça que eles fazem no quintal esparramando seus brinquedos,das traquinagens que aprontam, eu não saberia viver sem eles,sem o ruido das lutinhas,os latidos para os vizinhos quando começam a olhar para o quintal,as corridas para pegar um gato que teima em vir no quintal.
De manhã quando chego para limpar a casa deles sou recebida por eles com alegria no olhar e um amor incondicional .
Se eu demoro para ir ao quintal eles se reúnem no portão me chamando.
Até o velho Scob entra na brincadeira,na hora em que estou no quintal.Eles correm ao redor da mesa,um atras do outro como criança brincando de pega.Eu não vejo a hora de estar andando para melhor brincar com eles!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


3 de jun. de 2012

O Mestre Yang

Naquele dia não tivemos sossego  procurando pelo Yang em todos os lugares possíveis.Como era feriado,achamos que ele houvesse seguido alguém conhecido até o sítio.
O Ulisses mal se alimentou ,só pensando no cachorro ,mas acreditando que ele voltaria se acalmou.
Qualquer latido ele saia correndo achando que era o Yang voltando.
O único lugar que não pudemos procurar foi na serraria que ficava do lado de minha casa,pois estava fechada devido o feriado.
No outro dia logo cedo o dono da serraria me chamou na cerca,escondido do Ulisses e me avisou que ao chegarem encontraram o cachorro morto, com todos os sinais de envenenamento,no quintal da serraria.
Eu então disse que iria com o Ulisses até o lugar onde ele estava,mas que não queria que ele soubesse do envenenamento,pois não queria que meu filho desenvolvesse o ódio.
Entrei e contei ao Ulisses que o Yang havia partido para o céu dos cachorros,mas como ele o amava muito preferiu deixar seu corpo longe.
O reencontro do o Ulisses com o corpo inerte do Yang foi emocionante.Ele o pôs no colo e chorou muito abraçado ao seu pescoço.Todos ali acharam um absurdo eu ter permitido que meu filho visse o seu cachorro morto e eu então explique que um dia isso aconteceu comigo quando eu tinha um pouco mais de três anos.
Meu irmão morreu e não permitiram que eu o visse morto,por muito tempo,enquanto minha família vivia o luto da perda eu esperava meu irmão voltar.Quando ,tempos depois ,decidiram me contar ,minha dor foi muito maior.
Com a ajuda do dono da serraria de  seus empregados demos ao Yang,um enterro digno,explicando ao Ulisses que o enterro era do corpo do Yang,pois ele viveria eternamente em nossos corações e em nossa lembrança.Por muito tempo se falou no Yang em minha casa,mas nenhum outro foi adotado em seu lugar.
Esse Yang foi realmente um grande mestre para meu filho,quando chegou foi seu primeiro amigo,iniciando sua socialização,em vida desenvolveu sentimentos de amor aos outros,o respeito e a responsabilida
Para mim Yang foi uma ferramenta de ensino que a faculdade da vida ofereceu ao meu filho!
Quando eu pude tomar novamente as rédeas da minha vida,ao ingressar em Apiaí,voltei a socorrer animais abandonados e Ulisses teve outros cachorros que ele amou muito como a Satânica,o Mico, a Sata,o Bambino.........................