28 de fev. de 2011

Embalada pelas músicas de Elvis Presley, eu fui campeã!

Eu sempre gostei de dançar e o Fernando foi meu professor.Juntos e com a companhia casal amigo, costumávamos ir dançar nos bailes rurais. Para iluminar havia no centro do local do baile um lampião. A gente dançava até cansar e então, dávamos um geito de bater no lampião, que ia pro chão. Todos ficaram loucos da vida, e nós saíamos correndo, com todas correndo atrás. Para nós era só uma brincadeira sem maldade. 
Como Fernando não era bem aceito no clube local,eu nunca fui a essa casa de dança Dançávamos  em :  Avaré,  Botucatu, Ourinhos e Bauru.Na febre do rock , aprendi a dançar fazendo até a passagem por cima do acompanhante, mas como Fernando era muito mais  baixo que eu precisei procurar outro parceiro.Testamos vários rapazes, mas para Fernando nenhum servia. Na época eu tinha um namorado, e certo dia ele levou seu irmão mais velho, para me ver dançar.Como ele gostava muito de dançar, não demorou para ele entrar na dança. Fernando achou que ele tinha jeito e começou a nos ensaiar. Não tínhamos outro desejo senão a diversão Como dançávamos muito bem, não demorou para ser convidados para dançar em  outras cidades. Quando  Fernando soube de um concurso de dança, imediatamente nos inscreveu. Ganhamos esse e muitos outros concurso de dança. Como sempre fui "doida" pelo Elvis Presley, sempre dançei ao som de suas músicas.Como foi maravilhosa essa etapa da  minha vida.

27 de fev. de 2011

A cascata com sua beleza alegrou o meu lazer!

Vizinha da cidade onde eu morava,ficava Santa Bárbara, que hoje é Águas de Santa Bárbara, mas suas qualidades  como a cidade das águas são as mesmas. Famosa pela suas  águas termais, própria para cura atrai muitas pessoas de locais distante. A cidade é cortada por um rio, motivo a mais para visita-la, próximo da cidade fica a maravilhosa cascata que na minha  época chamava Capão Rico, hoje, não sei. Para se chegar até ela percorria-se um trecho de declive, após a estrada. O cenário campestre era todo pintado pelo verde das plantas, em uma curva se visualizava a mais queda d'água que já vi,  pela grande vasão de água. Toda cercada pela mata natural, próximo a cachoeira havia uma piscina onde nós brincávamos horas à fio. Ela era toda cheia de pedras, e a agua escoava entre elas. A mãe natureza caprichou na construção dela. Nas laterais formava pequenos rios,o que lhe dava muito charme. Hoje há um acesso pela rodovia Castelo Branco, facilitando seu acesso. Sempre que possível,reuníamos, preparávamos os lanches,conseguíamos  condução, e lá íamos nós passar um dia feliz. Como eu tinha muito medo de água, nem levava maiô, até que uma vizinha me deu um lindo maio preto, quando eu o experimentei gostei tanto que passei a ir sempre com ele. O negro do maiô ressaltava a brancura da minha pele, o azul dos meus olhos e minhas belas curvas. A  diferença entre as jovens do meu tempo para as de hoje é que nós não estávamos preocupadas em se mostrar, mas sim só em estarmos satisfeitas conosco mesmos e o principal sermos felizes. Éramos criadas com disciplina, muito amor e nossos  pais procuravam preservar a nossa inocência pelo maior tempo possível.

26 de fev. de 2011

O cinema e o footing na Praça da Matriz

Na década de 50, ir ao cinema era uma ótima distração. Onde eu morava o cinema ficava próximo à praça onde ficava a igreja matriz.Tinha um serviço de som e quando
ia começar a sessão tocava o "Tema de Lara ".Nessa hora todos saiam
correndo para não perder o seriado de 15 minutos que antecedia ao filme.Era uma grande animação,toda e qualquer sessão. Até quando o filme era péssimo,nós nos divertiamos. O que importava era estarmos juntos rindo, chorando ou  comentando.Muitos casais se formaram numa sessão. Havia o lanterninha que além de acompanhar os retardatários procurando um lugar, tinha a obrigação de fiscalizar os bons modos dos casais. No começo a tela era menor, mas com o avanço da industrias cinematográfica com a vinda da téccolor foi trocada por uma enorme.Assisti todos os filmes do Mazarope,Marlon Brando,Toni Curtes e outros. Tenho uma péssima lembrança desse cinema. No ano de 1960 eu tinha um namorado sério e no dia do meu aniversário ele, filho de um político, por estar em Brasília, não pode se fazer presente, eu muito espertinha fui ao cinema com outro jovem , Ele havia me mandado de presente um sapato e uma bolsa. E não é que chega no final da sessão e ao me ver com outro jovem, simplesmente se aproximou enquanto eu saia e me deu um tapa no rosto. Sai de fininho sem alvoroço. Nunca mais esqueci                                                                                                 
Antes de ir ao cinema, ficávamos andando na praça, ao redor da parte central, os rapazes ficavam do lado de fora, no seu melhor terno, de cabelo arrumado, nos observando, e algumas vezes nos elogiando. Eu achava uma situação ridícula, mas para acompanhar as amigas ia. Mamãe ficava brava quando eu dizia que era como se nos estivessemos sendo observado e analisadas para depois ser escolhida. Nunca namorei alguém que conheci na praça. Sempre fui muito seletiva. Todas as vezes que o Fernando estava na cidade nós bagunçavamos muito.Éramos a atracão! Quando chegávamos juntos todos sabiam que nessa noite ninguem teria sossego.                                                                                                            
ERAMOS FELIZES COM  MUITO POUCO! TUDO ERA MOTIVO PARA RISADAS.! CARREGAVAMOS A INOCENCIA NA ALMA! SONHAVAMOS.....................................................


COM  UM  MUNDO MELHOR, MAL SABENDO QUE ESSE MUNDO SÓ PIORARIA! ANSIAVAMOS EM SER VALORIZADAS      NÃO SABIAMOS QUE NOSSAS OBRIGAÇÕES SÓ AUMENTARIAM!

GANHANDO NOS PERDEMOS A GRAÇA DE SER

MULHER!

25 de fev. de 2011

Um dia o circo foi muito importante!

 No terreno próximo a minha casa além do Parque de diversões,servia também para receber os circos com seus palhaços,malabaristas,seus cantores, e no final o teatro. A chegada do circo, assim  como o parque agitava a cidade toda. Bastava alguém dizer que um circo estava para  chegar, para que os moleques marcarem ponto no terreno, querendo ser o primeiro a se oferecer para vender pirulito de caramelo, pipoca, doces durante o espetáculo pois assim poderiam entrar sem pagar. Para nós os artistas do circo eram tão especiais como hoje são os artistas de televisão. As meninas mais assanhadas chegavam a cometer loucuras para falar com um deles, como acontece com os artistas de TV. Formava fila de jovens se oferecendo para trabalhar na montagem do circo. Era uma grande alegria ver subir a lona para cobri-lo. Pelas ruas da cidade um caminhão com as principais atrações, defilava todo enfeitado e com som altíssimo. O prefeito da cidade saia para cumprimentá-los, e tinham até camarote cativo, bem de frente para o picadeiro. Era uma honra ser cumprimentado por um artista de circo. No dia do espetáculo a fila para comprar o ingresso era enorme. Os ingressos eram para arquibancada, cadeiras e camarote. Quem não podia pagar entravam passando por baixo da lona, as vezes eram pegos e passavam um" carão " Haviam caravanas de artistas que viviam se apresentando em circo

24 de fev. de 2011

O lazer em cada fase de minha vida..........................................

Na minha primeira infância, morando na roça, a vida era uma grande brincadeira, corria livremente embalada pelos sons da natureza, iluminada pelo sol,acariciada pelo vento, rolava pela grama verdejante, brigava com as ervas que teimavam em atrapalhar os meus passeios, falava com os animais e fazia deles meus companheiros de travessuras. As árvores eram os degraus da vida,que mais tarde eu teria que escalar. Maior, passei a viver na cidade,no começo minha única distração era brincar com meu cachorro,ma logo fiz amigos e a bagunça começou!Brincávamos de cabra seca,amarelinha,pega-pega,esconde-esconde.Mas o mais importante, nossos pais conversamos muito conosco.Quando mudamos para a casa da rua Stélio,a um quarteirão de casa ficava o terreno onde se instalavam os parques e os circos A chegada de um parque na cidade era uma grande festa.A crianças se divertiam até enquanto o parque era montado.Os brinquedos coloridos eram colírio para nossos olhos.Ficávamos extasiados ao ver a roda gigante.No dia da primeira função a cidade toda comparecia.Enquanto os brinquedos giravam as pessoas passeavam e o erviço de som seguia com se correio elegante, aproximando as pessoas.O parque era na minha época,o que o shop é hoje.

22 de fev. de 2011

E eu descobri que fazendo o que gostava,poderia ganhar dinheiro!




Sempre gostei de pesquisar,mas na segunda série do ginásio, enquanto minhas pesquisas eram elogiada a maioria era criticada., foi então que um colega sugeriu que eu fizesse sua pesquisa ele me pagaria., de imediato não repondi,disse que daria a reposta no outro dia. Contei a vovó e a mamãe.As duas disseram que eu só deveria fazer o que quisesse. Procurei a Clarice e pedi sua opinião. Imediatamente ela me disse que eu deveria fazer e cobrar caro pois era um trabalho difícil. No outro dia eu concordei em fazer desde pagassem 50% no pedido e 50% na entrega. Se não pagassem desta maneira eu não faria ou não entregaria. Como em todo trabalho eu colocava um desenho, não demorou muito para que começasse a fazer também os trabalhos artisticos. Por um bom tempo ganhei muito dos alunos preguiçosos. Estava começando os bingos em praça pública.Era uma grande febre! Havia propaganda feita por carros e venda das folhas do bingo de porta em porta. As cidades se revesavam na execução dos bingos.Foi então que tive uma grande idéia. No dia do bingo,eu pegava uma porção de telas,amarrava de maneira que pudesse colocar nas costas, punha os pinceis e o carvão numa bolsa, onde também levava meus lanches. Ia de trem (nessa época era chic viajar neles) até a cidade onde se realizaria o bingo. La chegando procurava uma criança bem bonita pedia aos pais para desenha-la. Enquanto desenhava  as pessoas ficavam olhando e quando terminava e dava de presente aos pais já tinha um monte de pedidos.Todos queriam levar uma foto dos filhos para casa  Enquanto teve bingos eu ganhei muito e depois......bem essa é outra história!

21 de fev. de 2011

Como o francês se tornou minha terceira lingua!

Com o inicio e posterior sucesso do jornal, os professores tornaram-se mais audaciosos. Passaram a desenvolver cada um uma atividade melhor.A professora de francês era uma jovem,a pouco formada,filha de austríacos, cheia de novas idéias.Como já era minha conhecida,mamãe costumava fazer doces para eles rapidamente nossas loucuras se misturaram.Por falar o francês, as aulas dela eram uma delícia:nos só falavamos na sua lingua. Certo dia fui fazer uma entrega na sua casa e muito metida e sabendo que eles falavam o francês cumprimentei a dona Paula Paulisch a sua lingua. Ela achou que eu tinha um bom francês.Ela achou que eu não tinha o sotaque  característica do brasileiro.Acredito que por ter falado o italiano e depois o português tenha ajudado.Todas  as tardes eu ia na casa da dona Ingleborq Paulistich, esse era o nome da  professora, Lá aprendi o francês. Eu adorava ir lá pois todos me tratavam muito bem,e quando d.Ingle decidiu montar um uma festa com música,dança,poesia e uma peça de teatro Clair de la Luna.Participei ativamente na elaboração e no ensaio e apresentação da peça de teatro.Tudo foi um sucesso e eu sai ganhando,ganhei amigos e aprendi nova lingua. Meu interesse foi tanto que em 1958 passei a fazer a Aliança Francesa   em Bauru.